quinta-feira, 13 de maio de 2010

El amplio mar socialista!

Escribir en otro idioma es muy sabroso! Sí, delicioso. Aún más porque ayer leí en español y disfrutar de la lectura en español; italiano es más difícil, el francés viene después y el alemán nunca llega. Sin embargo, "el amplio mar socialista", sólo puede ser el Mar Caribe, apareció en una de mis lecturas en español, fue un artículo sobre la juventud y su relación con la revolución venezolana. Estoy más con Deleuze: "Toda revolución termina mal" (Abecedário, letra G de Gauche). Al menos esa siempre fue mi impresión ha sido como una revolución, no a los revolucionarios, sino una lucha que da lugar a un mal o malo, como la Revolución Francesa terminó con Napoleón, o decir un poco más flojo, de hecho, todo lo que escribo aquí está flojo, las marchas por las "Diretas Já!" aquí en Brasil, que dio lugar a? Aunque no se considera una revolución, aunque varios jefes fueron revolucionarios en medio de ellos, las cosas están empeorando en la coyuntura actual. No voy a decir, o más bien perderme en el texto, que ninguna revolución va a funcionar. Pero yo no soy de la utopía: todo es posible! Por ahora, no veo ningún problema en repetir lo que dijo Deleuze. Tal vez incluso el socialismo el mejor sistema y del socialismo a lo comunismo, por último, ya que este no es un sistema, porque no será "el Estado". "El amplio mar socialista" es una resaca, nosotros, algunos náufragos, la esperanza de que vuelve a aparecer en los puertos.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Bumbumpaticumbumprugurundum

"Quando comecei, o samba da época não dava para os grupos
carnavalescos andarem na rua, conforme a gente vê hoje em dia. O
estilo não dava pra andar. Eu comecei a notar essa coisa. O samba era
assim: tan tantan tan tantan. Não dava. Como é que um bloco ia andar
na rua assim? Aí, a gente começou a fazer um samba assim: bum bum
paticumbumprugurundum"

ISMAEL SILVA

(entrevista concedida a Sérgio Cabral)

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

XXVIII

Camila soltou os cabelos. A avó debatia a sua importância na família, a ferro e a fogo, debateu, debateu, debateu; não teve, afinal, quem lhe tirasse da cabeça a ideia de que as três era uma.

XXVII

Tinha medo. Tinha medo... Não foi fácil montar tudo aquilo sozinha. Claudia nem ajudara. Desgraçada! Fez bem, fez bonito. Cecília fez bonito. Claudia só queria namorado.

XXVI

Fazia tempo que Cecília se preparava; recortou cada losango azul e colou sobre a camisa branca, de mesma alvura que a alvura do leite, mas com mais adereços, não apenas um pelo.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

XXV

E lembrar do quintal é lembrar de cheirinhos! É lembrar do mormaço, da fumaça, da planta, do grilo, do chinelo, da poeira e do gato. É lembrar do pelo no leite.

XXIV

Até então nunca tinha visto a Santíssima Trindade. Mas para vovó, Camila, Cecília e Claudia são a mesma pessoa.

XXIII

Quanto mais eu ouvir esse canto sem controle, sem andamento, sem letra fixa; ou quanto mais ouvir um choro de cachorro, aquele do vizinho, e pensando vagamente nos contornos da piscina vazia e suja no quintal...Chorando eu fico.

XXII

Como será ali na reta? Terá a mesma alvura da folha de papel, da tela do notebook, da faixa de pedestre, do leite?



Neca.

XXI

Quem sabe ela faz do Bloco sua casa. Lá é menos frio. O ano inteiro é tudo, menos frio. João-ninguém passa ninguém vê passar... Este Bloco já foi alguém, assim, personificado. Vai, Claudia, vai! Se o Carnaval for em Março...

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

XX

É de se engasgar com má notícia.

XIX

Não era assim um namorado, Um Namorado... Todavia, e visto que eles se encontravam muito, criam na verdade, na evidência de um casamento. Amanhã, só.

XVIII

Vá lá ela levar leite para ele longe de casa; melhor que buscar Cecília, melhor que buscar Cecília.

XVII

Cecília magoou o poeta. Ridículo! Ridículo o que ela fez! Não é porque se tem maioridade que já se faz assim... Irresponsável!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

XVI

Sonetos, folhetins e essas coisas que tratam da delicadeza e da ira, espalhavam-se; e virou uma tragédia quando estes, perdidos na calçada, ao princípio, agora morrem na boca de lobo.

XV

A visão do capeta e da mão do poeta, ou a da mão de ambos, dessas figuras orinárias, seria extraordinária.

XIV

Não se pode reformar aquilo que nunca tomou forma. É preciso mudar algumas coisas ali e mais para frente. Muito melhor será desconsertar que construir.

XIII

Outro dia já era a oitava hora e o trigésimo segundo segundo sem energia elétrica. Ninguém contou. Porém, o relógio ainda castigava-lhes. Correram as vítimas do pesado ponteiro sobre as costas; molhavam-se um suor de guilhotina (frio e ansioso, suponho), não houve um que não se preocupou com os serviços atrasados. Claudia contou o trigésimo terceiro segundo.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

XII

Para quê? Para quais? Danou-se num grito só pelo quarto a procura do seu notebook.



Era sonho, disse. Era sonho de gente besta. Gente ruim nasce pronta, falou.

XI

Corre, então!


Viveiro,
Peçonha,


Cobra.
A cabeça virada e os olhos virados para o mesmo lado: o inferior. Ao final das contas ficaram ela e o poeta, este que xingou até a subida dela pela escada. Segurava sim um estilete, ou uma faca, foi o que ele viu. Matar-se-ia?

X

Quadro lastimável, debochado. Curva estava à porta, a velhinha, velhinha branca, branquela - melhor dizendo -, se fosse menos transcendental que isso, jurou Camila, poderia escrever no seu caderninho. poderia até escorrer a lágrima de sangue tão sonhada, ou leite, ou o pelo também.

IX

Nunca fizera assim. Sentava e vomitava. O ludo, a roça, o cata-vento... Nunca fizera assim. Sentava e vomitava. Bizolhou, bizolhou; fez arte, disse a avó. Nunca a nuca molhou tanto. Sentou e vomitou.

Correria,

Lenço,

Faca,

Estilete,
Corte!


Nunca vomitou assim.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

VIII

Segurou o riso, bem como outra noite amarrou o choro na garganta.

VII

Não é poema - pensou -, é antes uma besteira.

VI

Bem porque, de pouco em pouco, mesmo assim sem rimas, o estrago fora feito. Nada mais estava como na chuva: murcho, molhado e escorregadio; estava agora seco, pisado e vadio.